27 agosto 2016

Postemorfose – Capítulo 2

2º CAPÍTULO
POSTIFICANDO-SE

Pedro Etsop nunca foi um cara dos mais vividos, aliás, nem coragem de viver ele tinha. Diga-se a verdade, a mais pura veracidade e nada a mais; Pedro na verdade deveria ter virado uma preguiça nessa estória, mas veremos o porquê do nosso protagonista ter virado um incrível e enorme poste marrom.

Começando por seu nascimento, no dia brilhante e tempestuoso, com raios e trovões. A senhora Etsop foi encaminhada ao hospital, com dores que simbolizavam a chegada de seu filho.
Ao nascer já se percebia que ele era um menino diferente, pois, ao adentrar neste “mundão” Pedro Etsop não chorou; isso mesmo, não deixou lhe rolar pela face uma lágrima sequer, nem deixou nenhum ruído ecoar de suas pregas vocais. Apenas fitou o médico que lhe ajudou a chegar bem, após ter levado uma “desnecessária” palmada, mesmo assim não chorou, mas apenas bocejou.

A senhora Etsop ficou preocupada, pois qualquer criança chora ao nascer, ou pelo menos chora quando leva uma palmada, mas seu filho só bocejou.

– Que criança estranha. – Diz o médico – Olha como ele age, não chora mesmo com as palmadas.

– Não chame o meu filho de estranho! Ele é lindo!

O problema de mamãe foi sempre achar, que o que eu fazia era lindo...

Ao darem banho e vestirem Pedro, levaram-no para o quarto onde descansava a mãe dele. Na hora de comer, o pequeno Etsop apenas fitava a sua mãe, e por mais que a mesma o encaminhasse para encher sua barriga, ele não se esforçava para aprender.

O que a preguiça não faz...

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