04 outubro 2016

Carta de uma menina para a vida

Olá, há quanto tempo não presto contas contigo. Sei-o bem que a esqueci, ou melhor, tentei esquecê-la, tentei me fechar e viver reclusa, pois as decepções eram demasiadamente torturantes, e a culpa que me acompanha nos simples momentos da minha vida, é como um relógio que nos avisa as horas, constante.

Eu sei querida amiga, que você sempre me disse que as pessoas erram e que elas têm direito ao perdão, se houver o arrependimento sincero, mas o perdão é escasso e o acusamento é como um golpe. Como tu podes ver as vezes as pessoas não se enxergam, o que apenas veem é seu egoísmo acusador, a culpa nunca é delas, mas sim do indivíduo que cruzou seu caminho, nunca entendem o outro lado, mas se satisfazem quando se armam de argumentos contra a outra pessoa, e se engrandecem com o pensamento de poder destruí-la a qualquer momento. 

Porque fiel amiga, as pessoas desistem tão facilmente das outras? Porque amizades que se diziam verdadeiras se desfazem tão facilmente? Porque hoje não tem mais valia um conselho dos que lhe deram a chance de abrir os olhos? Porque matar, roubar, se vender para os outros, perde-se no mundo dos vícios está virando um redemoinho sem volta? Porque o pensamento de dar um fim a essa minha vida confusa é o primeiro pensamento quando termina o dia? Desistir de nós é tão fácil, desistir dos outros mais ainda, antes quando algo quebrava o concertávamos, hoje, jogamos fora e só...

Texto de: 19 de Dezembro de 2012

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